domingo, 20 de novembro de 2011

Armas

SAIBA MAIS SOBRE O PODER PARALELO IMPOSTO PELAS ARMAS NA CIDADE DO  RIO DE JANEIRO ASSOCIADO A IMPUNIDADE.
















Assim iniciamos nosso bate papo descontraído e sem 

compromisso e pretensão e assim, a  levar a todos a refletir 

sobre tudo que já sabemos mas fingimos não saber, para 

não nos comprometer e não nos envolvermos nesse cenário 

de podridão e safadeza 

onde que os mocinhos são os vilões e os vilões são frutos de

 uma política de poucos. Noticiais de destaques

 nas mídias circulantes... 


Policiais eram os anjos da guarda do traficante Nem

Relatório da Operação Guilhotina detalha como policiais civis e militares vendiam armas e informações ao chefe do tráfico na Rocinha

Cecília Ritto e João Marcello Erthal, do Rio de Janeiro
Inspetor Leonardo da Silva Torres, o "Trovão", ficou conhecido durante a megaoperação policial no Complexo do Alemão em 2007
Inspetor Leonardo da Silva Torres, o "Trovão", ficou conhecido durante a megaoperação policial no Complexo do Alemão em 2007 (Marcelo Carnaval / Ag. O Globo)
Inspetor é acusado de receber pagamentos mensais de 100 mil reais e de revender armas apreendidas para traficantes
Enquanto uma parte das favelas do Rio de Janeiro era ocupada pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a Rocinha se mantinha ‘protegida’ das mãos do estado por uma rede de proteção composta por policiais a serviço do traficante Antônio Bonfim Lopes, o ‘Nem’. Os detalhes da íntima convivência dos agentes da lei com o criminoso e com outros chefões do tráfico, como Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, constam no relatório daOperação Guilhotina, a que o site de VEJA teve acesso.

O vazamento de informações sobre operações e investigações na favela, bem como a venda de armamentos, ocorria com um grau assustador de liberdade. Como aponta o relatório, parte do grupo que dava proteção ao traficante Nem vinha exatamente da unidade da Polícia Civil encarregada do combate a esse tipo de crime, a DCOD (Delegacia de Combate às Drogas).

Os inspetores da Polícia Civil Leonardo da Silva Torres, o Trovão, Flávio de Brito Meister, o Master, e Jorge do Prado Ramos, o Steve, assim como o policial militar Aldo Leonardo Premoli Ferrari (Léo Ferrari), tornaram-se conhecidos por suas freqüentes aparições em operações de combate a traficantes. A Operação Guilhotina expõe, agora, que por trás das incursões policiais, das investigações e da proximidade com delegados estava, na verdade, o objetivo de lucrar com o ofertamento de “segurança privada” aos criminosos.
As investigações tomam por base o depoimento de dois informantes que, segundo o relatório da Polícia Federal, participavam do dia a dia das delegacias sob investigação – Drae (Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos) e DCOD. Os depoimentos incriminam Trovão, Master, Steve e Ferrari. Os quatro são acusados de negociar armas com os traficantes Nem e Roupinol, que comandou o morro do São Carlos, atualmente ocupado pela polícia.

O informante foi infiltrado em morros da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), que domina, além da Rocinha, as favelas Nova Holanda e Malvinas, em Macaé. As suspeitas sobre os policiais começaram a ser lavantadas justamente a partir de um vazamento sobre uma operação que seria realizada na Rocinha pela Polícia Federal de Macaé.

A ligação entre Trovão e o traficante Nem se deu, segundo o informante, a partir de uma ‘visita’ que o advogado do bandido fez à DCOD. Ele, informante, passou a funcionar, segundo a investigação, como uma "ponte” entre a delegacia e o comando do tráfico da Rocinha. Trovão teria ido pessoalmente falar com Nem e acertou, segundo consta no relatório, um pagamento mensal de 50 mil reais. Os bons serviços prestados e a possibilidade de fazer o tráfico funcionar sem interferência da polícia logo levaram outro traficante, Roupinol, a colaborar com mais 50 mil reais, que eram levados pelo informante até o advogado e, em seguida, entregues ao policial.

Curiosamente, pouco antes de Trovão e seu grupo começarem a receber caixinha do tráfico, segundo a PF, o policial de estilo inconfundível, conhecido em fotografias e reportagens de TV por andar com uma farda camuflada e ostentar um charuto ao fim das operações, ganhava notoriedade.


O informante contou que a equipe do policial adquiriu prestígio depois da apreensão de uma tonelada de maconha na localidade conhecida como Valão, na Rocinha. Foi a chave para Trovão passar a ser admirado na polícia e ser tema de uma série de reportagens. Em seu depoimento, o informante diz ainda que o delegado que comandava a DCOD não tinha conhecimento do recebimento de propina pelos policiais.

Torres chegou a ser personagem do documentário Dancing With the Devil, produzido pelo jornalista inglês Tom Phillips e dirigido pelo sul-africano Jon Blair. Perguntado sobre o que teria levado a guerra entre policiais e traficantes no Rio assumir o atual estágio de violência, Torres, depois de uma gargalhada, dá sua versão, e culpa “o crescimento desordenado das favelas e o consumo desenfreado de drogas”.
LEIA TAMBÉM:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/policiais-eram-os-anjos-da-guarda-do-traficante-nem

No arsenal do Alemão, polícia apreende armas nunca recolhidas
01 de dezembro de 2010  01h53



Polícia apresenta armas e drogas apreendidas nas operações realizadas no final de semana em favelas do Rio. Foto: EFE
Polícia apresenta armas e drogas apreendidas nas operações realizadas no final de semana em favelas do RioFoto: EFEArmas apreendidas no morro do Alemão :http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://extra.globo.com/casos-de-policia/33129-6dd-7ed/w367h550-PROP/01_30_gvg_rio_armas5.jpg&imgrefurl=http://extra.globo.com/casos-de-policia/armas-apreendidas-no-alemao-33137.html&usg=__NAR5pB6kSmFECbdiAKoH4K9ORuM=&h=550&w=367&sz=48&hl=pt-BR&start=6&zoom=1&tbnid=rfmc9S6vw-rdSM:&tbnh=133&tbnw=89&ei=OQXJTsq5O6He0QHJ5djyDw&prev=/search%3Fq%3Darmas%2Bapreendidas%2Bno%2Balem%25C3%25A3o%2Be%2Brocinha%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26rlz%3D1C1CHHD_pt-BRBR457BR457%26biw%3D1024%26bih%3D600%26tbm%3Disch&um=1&itbs=1Fonte:http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://extra.globo.com/casos-de-policia/33131-bc7-c87/w976h550/03_30_ghg_armas76.jpg&imgrefurl=http://extra.globo.com/casos-de-policia/armas-apreendidas-no-alemao-33137.html&usg=__-Kz4NytSH3j-lQTCCG9wq5Wjyfk=&h=550&w=976&sz=83&hl=pt-BR&start=12&zoom=1&tbnid=n5gcF_tqMg5L6M:&tbnh=84&tbnw=149&ei=OQXJTsq5O6He0QHJ5djyDw&prev=/search%3Fq%3Darmas%2Bapreendidas%2Bno%2Balem%25C3%25A3o%2Be%2Brocinha%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26rlz%3D1C1CHHD_pt-BRBR457BR457%26biw%3D1024%26bih%3D600%26tbm%3Disch&um=1&itbs=1Armas apreendidas na Rocinha, Fonte:http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.alagoas24horas.com.br/legba/bancoDeMidia/f/3/%257Bf3ea2041-3162-4b50-b3b3-77592a82b599%257D_fuzis-rocinha-620-x-465.jpg&imgrefurl=http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/%3FvCod%3D114474&usg=__Jvvm70dThfg8Jc7AUxpMNdaiKv8=&h=375&w=500&sz=53&hl=pt-BR&start=7&zoom=1&tbnid=AIWR5ibzFEWi1M:&tbnh=98&tbnw=130&ei=OQXJTsq5O6He0QHJ5djyDw&prev=/search%3Fq%3Darmas%2Bapreendidas%2Bno%2Balem%25C3%25A3o%2Be%2Brocinha%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26rlz%3D1C1CHHD_pt-BRBR457BR457%26biw%3D1024%26bih%3D600%26tbm%3Disch&um=1&itbs=1

No terceiro dia de buscas a drogas e armamentos, as apreensões continuam tão gigantescas quanto o Complexo do Alemão. Nesta terça, duas metralhadoras antiaéreas calibre ponto 50 - armas jamais apreendidas no Estado do Rio de Janeiro - foram encontradas por policiais da 9ª DP (Catete) na Favela da Fazendinha e no Largo do Coqueiro. Durante o dia, também foram encontradas mais de meia tonelada de maconha e armas pesadas, entre elas duas metralhadoras ponto 30. A estimativa do comandante da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, é de que o prejuízo do tráfico tenha chegado a mais de R$ 100 milhões.
"Pelo que temos de saldo até agora, acho que já demos um prejuízo de mais de R$ 100 milhões nos traficantes do Comando Vermelho. Só tenho a agradecer o empenho de toda a minha tropa", disse o oficial.
No início da manhã, a surpresa veio do lixo: policiais da 42ª DP (Recreio) apreenderam, dentro de um minitrator da Comlurb lotado de detritos, um fuzil calibre 7.62, um tablete de meio kg de maconha e carregadores. Também em meio ao lixo, no chão, policiais encontraram carregadores, munição traçante e uma granada.
Ontem, a Secretaria Estadual de Segurança apresentou parte do material apreendido no domingo e na segunda-feira. Foram 33 toneladas de maconha, 135 armas longas - incluindo uma das metralhadoras ponto 50 -, 235 kg de cocaína, 27 kg de crack, 1.406 frascos de lança-perfume e dezenas de granadas. Munição e pistolas ainda não foram contabilizadas pela Secretaria de Segurança. A outra ponto 50 só foi encontrada à tarde.
"Todo esse material impunha escravidão e a mordaça pelo fuzil. Isso acabou. Não vencemos a guerra, mas vencemos a batalha e podemos acreditar em dias melhores. O Rio de Janeiro ainda não acordou para a importância do golpe dado no Comando Vermelho", destacou José Mariano Beltrame.
A impressionante quantidade de maconha empilhada atingia a metade da parede do galpão da Academia de Polícia. "O que posso dizer é que a grande maioria deu a vida para retomar aquele lugar e, se tivesse que tomar o Complexo do Alemão na faca, o teria feito. Estamos prendendo os bandidos mais procurados e violentos. Para reduzir a violência na rua, o mais importante é a prisão deles", completou o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski.
Técnicas de guerrilha colombiana
Depois de apreender a primeira metralhadora ponto 50 no Rio, junto com outra ponto 30 e mais cinco fuzis, na localidade conhecida como Largo do Coqueiro, no Morro do Alemão, o titular da 9ª DP (Catete), Alan Luxardo, e sua equipe encontraram bunker no alto da Fazendinha, quatro horas depois. Neste, havia meia tonelada de maconha e oito fuzis, além de outras duas metralhadoras ponto 30 e ponto 50. Esta arma é capaz de derrubar pequenas aeronaves.


A droga estava enterrada a dois metros de profundidade, dentro de sacolas em tonéis de plástico. Segundo Luxardo, essa técnica é a mesma usada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo de guerrilheiros terroristas.
"Essa é uma prática das Farc. Cavar buracos profundos no chão de um barraco como esse aqui, e em lugar tão alto como este, não é costume de traficantes comuns", contou Luxardo.
A todo momento, equipes de policiais passavam comemorando apreensão de pequena ou grande quantidade de drogas ou armas pela favela. No fim da tarde, homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) encontraram casamata do tráfico na localidade Quatro Bicas, na Vila Cruzeiro, já no Complexo da Penha. Os policiais irão explodir amanhã esta construção feita com buracos estratégicos em suas paredes para facilitar a visão e a mira dos traficantes em trocas de tiros com policiais. No fim do dia, já somavam 370 veículos apreendidos. Destes, 330 são motos.
Na Vila Cruzeiro, 30 quilos de pasta de coca
Policiais do 41º BPM (Irajá) apreenderam ontem, na Vila Cruzeiro, 30 kg de pasta-base de cocaína, sacolés da droga, uma metralhadora ponto 30 e crack. André Luiz Lima de Souza foi detido para que contasse de quem era o material. Ele afirmou que tudo estava no telhado do vizinho.
André chegou a ser apontado como percussionista do AfroReggae, o que foi negado pelo coordenador executivo do grupo, José Júnior. Aos PMs, disse não ser bandido e que "José Junior sabia disso". O rapaz acredita que a ação foi represália por ter relatado a Júnior abusos de policiais. "Se fosse do grupo, ele não poderia dizer que não teve chance de sair do crime", declarou Junior.
Violência
Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis incendiaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer). Na terça-feira, todo efetivo policial do Rio foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas. Ao longo da semana, Marinha, Exército e Polícia Federal se juntaram às forças de segurança no combate à onda de violência que resultou em mais de 180 veículos incendiados.
Na quinta-feira, 200 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) tomaram a vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Alguns traficantes fugiram para o Complexo do Alemão, que foi cercado no sábado. Na manhã de domingo, as forças efetuaram a ocupação do Complexo do Alemão, praticamente sem resistência dos criminosos, segundo a Polícia Militar. Entre os presos, Zeu, um dos líderes do tráfico, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes em 2002.
Desde o início dos ataques, pelo menos 39 pessoas morreram em confrontos no Rio de Janeiro e 181 veículos foram incendiados.Fonte:http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4820417-EI17320,00-No+arsenal+do+Alemao+policia+apreende+armas+nunca+recolhidas.html
Saiba mais acessando: excelente materialhttps://docs.google.com/document/d/18kkYie5UVoM_YQhA35ilG_hw-EHOpNd1TAW9zAzc96c/edit

Está o tráfico no Rio de Janeiro menos armado?

Imagem extraída do site http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=3&idnot=14003
LUIZ FLÁVIO GOMES*
Pesquisador: Danilo Cymrot**
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que sua meta com a implantação das UPPs não é acabar com o tráfico de drogas, pois onde tiver viciado e renda, haverá drogas, seja no Rio, seja em Paris ou Londres. Segundo o secretário, o que não pode acontecer é a venda de drogas na frente da polícia, porque “antes as pessoas faziam tráfico de drogas e iam para um ´porto seguro`, que era onde o Estado não estava”.¹
Mais do que acabar com o tráfico de drogas, portanto, o objetivo declarado das UPPs é acabar com o tráfico ostensivo, ou seja, com o domínio territorial de traficantes sobre algumas comunidades no Rio de Janeiro.
Por essa razão, é importante verificar de que forma as taxas de armas apreendidas pela polícia oscilaram após a implementação das UPPs, partindo da premissa de que a disseminação das armas de fogo são um dos fatores responsáveis pelo aumento dos crimes violentos, inclusive os passionais. Cabe salientar, todavia, que o fato de haver um registro maior de armas apreendidas não significa necessariamente que há mais ou menos armas nas mãos de traficantes.
É esperado que, durante as operações que dão início à pacificação das comunidades, o número de armas de traficantes apreendidas pela polícia aumente. Após esse primeiro momento, o número de armas apreendidas pode aumentar, uma vez que denúncias anônimas de moradores às UPPs indicam o local de esconderijo de armas e munições, ou diminuir, caso consideremos que o objetivo da pacificação foi alcançado e as comunidades foram desarmadas. Por outro lado, comunicados oficialmente ou extra-oficialmente sobre os planos de instalação de uma UPP, traficantes podem fugir antes ou durante as operações do BOPE levando consigo suas armas, o que diminuiria os registros de armas apreendidas.
Algumas hipóteses ainda devem ser consideradas. Do total de armas que circulam ilicitamente pelo Rio de Janeiro, apenas uma pequena parcela chega ao conhecimento das autoridades policiais e são apreendidas. Muitas das armas apreendidas são desviadas por policiais corruptos, revendidas a traficantes e não chegam a integrar as cifras oficiais de armas apreendidas.
As cifras criminais a seguir expostas foram retiradas do sítio do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro.² Não é informada a origem das armas apreendidas, de modo que não se pode afirmar que todas elas pertenciam a traficantes. Além do total de armas apreendidas no Estado do Rio de Janeiro, foram analisados os registros de armas apreendidas na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, que engloba as Áreas Integradas de Segurança Pública 02, 19 e 23, pois foi nessa região que as UPPs primeiramente se instalaram.
Armas apreendidas na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro
De janeiro a junho de 2008, período que compreende a inauguração das obras do PAC na Rocinha, foram contabilizadas na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro 183 armas apreendidas. De julho a dezembro de 2008, período que compreende a implantação da UPP Santa Marta, inaugurada em 19 de dezembro, foram registradas 124 armas apreendidas (-32,24%).
De janeiro a junho de 2009, período que engloba a implantação da UPP UPP Babilônia/Chapéu-Mangueira, inaugurada em 10 de junho, foram contabilizadas 140 armas apreendidas (+12,90%). De julho a dezembro de 2009, período que compreende a implantação da UPP Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, inaugurada em 23 de dezembro, foram registradas 139 armas apreendidas (-0,71%).
De janeiro a junho de 2010, período que abarca a implantação da UPP Tabajaras/Cabritos, inaugurada em 14 de janeiro, foram contabilizadas 100 armas apreendidas (-28,06%). Finalmente, de julho a dezembro de 2010, foram registradas 93 armas apreendidas (-7,00%) na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.
Armas apreendidas na Zona Sul do Rio de Janeiro
Armas apreendidas no Estado do Rio de Janeiro
De janeiro a junho de 2008, período que compreende a inauguração das obras do PAC na Rocinha, foram contabilizadas no Estado do Rio de Janeiro 5.174 armas apreendidas. De julho a dezembro de 2008, período que compreende a implantação da UPP Santa Marta, inaugurada em 19 de dezembro, foram registradas 4.359 armas apreendidas (-15,75%).
De janeiro a junho de 2009, período que engloba a implantação da UPP Cidade de Deus, inaugurada em 16 de fevereiro, UPP Batam, inaugurada em 18 de fevereiro e UPP Babilônia/Chapéu-Mangueira, inaugurada em 10 de junho, foram contabilizadas 4.635 armas apreendidas (+6,33%). De julho a dezembro de 2009, período que compreende a implantação da UPP Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, inaugurada em 23 de dezembro, foram registradas 4.279 armas apreendidas (-7,68%).
De janeiro a junho de 2010, período que abarca a implantação da UPP Tabajaras/Cabritos, inaugurada em 14 de janeiro, UPP Providência, inaugurada em 26 de abril e UPP Borel, inaugurada em 07 de junho, foram contabilizadas 3.845 armas apreendidas (-10,14%). Finalmente, de julho a dezembro de 2010, período que compreende a implantação da UPP Formiga, inaugurada em 1º de julho, UPP Andaraí, inaugurada em 28 de julho, UPP Salgueiro, inaugurada em 17 de setembro, UPP Turano, inaugurada em 30 de setembro, UPP Macacos, inaugurada em 30 de novembro, e as operações nos Complexos da Penha e do Alemão, em novembro, foram registradas 3.709 armas apreendidas (-3,54%).
Armas apreendidas no Estado do Rio de Janeiro
*LFG – Jurista e cientista criminal. Doutor em Direito penal pela Universidade Complutense de Madri e Mestre em Direito penal pela USP. Presidente da Rede LFG. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Acompanhe meu Blog. Siga-me no Twitter. Encontre-me no Facebook.
** Pesquisador do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes.
¹ http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/03/25/meta-das-upps-nao-acabar-com-trafico-diz-beltrame-924086312.asp
² http://www.isp.rj.gov.br/resumoaisp.asp


CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE AS ARMAS
Ar-15 e M16
Tudo sobre armas de fogo
DESCRIÇÃO
Poucas armas foram tão expostas na mídia com a força que se viu com o nome AR-15. Muito se fala, sobre esta arma de “grosso calibre” (A MAIOR ASNEIRA QUE SE FALA), Sobre que ela perfura qualquer blindagem, que ela destrói tudo que ela atinge… e outras imbecilidades. Na verdade todo esse folclore é fruto de uma cultura imposta nesse país de que um cara armado com um 38 ou uma pistola em calibre 380, é considerado uma pessoa bem armada. No mundo, existem países que são democráticos de verdade e onde o cidadão pode comprar o melhor instrumento para se defender e não são impostas limitações ingênuas e sem sentido, como a que limita os calibres em 38 ou 380. Nos Estados Unidos, por exemplo, o calibre 380, que no Brasil é a sensação das lojas de armas, é considerado o menor calibre que alguma pessoa pode usar com alguma eficiência, devido ao seu fraquíssimo poder deparada. Alguns ainda citam o adjetivo “anêmico” quando se fala nessa munição.
Voltando ao assunto desta matéria, nosso enfocado, o clássico fuzil AR-15, que é uma das armas de fogo mais difundidas na história, estando em uso em quase todos os países do ocidente na forma de arma de uso policial, militar ou mesmo, em caças de pequenos animais roedores, ou pragas do campo, também conhecido com arma de “Varmint”, devido ao fato de munição 5,56mm ser um calibre pequeno, porém de altíssima potência, permite poucos danos na frágil estrutura do corpo desses pequenos animais. Havia, também, um conceito, de que, no campo de batalha, se vc matasse o soldado inimigo, ele seria deixado para trás. Seria um a menos. Porém, se você ferisse seu inimigo, você inutilizava 3 soldados, pois eles teriam que carregar seus feridos, e ainda usar uma infraestrutura para tratar desses feridos, causando um poderoso desgaste moral no inimigo. Encima desse conceito, que se decidiu pela diminuição do calibre para o 5,56 mm. Porém, não pensem que este cartucho não seja letal. Ele é com certeza, mas consideravelmente menos potente que o 7,62 mm, usado no M-14 americano e, que ainda é usado pelas forças brasileiras na forma do conhecido FAL.
Tudo sobre armas de fogo
Acima, o primeiro AR-15, sem nenhuma das melhorias que ocorreram depois das falhas em combate, e abaixoo modelo M-16 A1, com o botão de fechamento do ferrolho, par ser usado em casos de falhas decorrentes de residuos e sujeiras excessivas.
Tudo sobre armas de fogo
O AR-15 foi idealizado pelo gênio projetista Eugene Stoner que trabalhava para a empresa Armalite, e baseado no , não tão conhecido AR-10, também, criado por Eugene, mas em calibre 7,62 mm. Em 1957 o exercito dos Estados Unidos encomendaram um novo fuzil que usasse um calibre menor, que o 308 winchester, também conhecido por 7,62 mm, e que fosse leve para ser transportado com mais munição pelos soldados. A munição teria que ser algo em calibre 22 e com capacidade de perfurar um capacete de aço padrão a 500 metros. Eugene Stoner usou como base seu rifle AR-10 e construí o AR-15, em calibre 223 remington ou 5,56 X 45 mm, que era um calibre derivado do calibre 222 remington, usado para caça de pequenos animais. Em 1958 a Armalite entregou os primeiros fuzis ao exercito para testes de campo, o que acabou mostrando problemas com relação à precisão e a confiabilidade da arma. Em 1959, a armalite estava decepcionada com os resultados desfavoráveis do AR-15 e vendeu todo o projeto e direitos a companhia Colt , uma muito consagrada fabricante de armas mundial e o senhor Eugene Stoner foi parar dentro da fabrica da Colt. E nesse ano a Colt mostrou O AR-15 para o comandante da força aérea americana que comprou, aproximadamente, 8000 fuzis para substituir as antigas carabinas M-1 e M-2. Em 1962 o DARPA (departamento de projetos avançados dos Estados unidos), comprou 1000 AR-15s e os mandou para testes de campo no Vietnam do sul, e esse fato resultou em uma encomenda de 85000 fuzis para o exercito e mais 19000 para a força aérea. Porém os resultados em campo, começaram e se mostrar preocupantes pois o AR-15 estava apresentando grandes problemas de funcionamento, que estavam sendo ocasionados pelo tipo de pólvora que era usado nos cartuchos. Essa pólvora, a IMR tubular da Du Pont era usada em cartuchos 7,62 mm, causava um grande e rápido depósito de carbono nas partes internas da arma, e, depois de quente, esse depósito, esfriava e endurecia fortemente como se fosse uma cola de secagem rápida travando a arma em definitivo. Para evitar esse tipo de ocorrência seria necessário que se limpasse a arma a todo o momento, o que não era uma prática muito difundida no atoleiro que se tornou os campos de batalha vietnamitas. A substituição da pólvora usada, somado a mudanças na arma como um novo mecanismo de amortecimento para diminuir a cadência de tiro, a cromeação da câmara e canos da arma evitaria a oxidação por causa do ambiente úmido do sudeste asiático fez surgir o M-16 A1, uma arma que embora fosse confiável, estava com dificuldades de apagar a péssima primeira impressão que havia tido inicialmente.

Tudo sobre armas de fogo
Acima podemos ver um fuzil M-16 A2, que teve a posição de rajadas curtas incorporada na tecla de seleção de tiro, como sua maior evolução mecanica em relação ao AR-15 original.
No fim da década de 70, as forças armadas dos EUA e a própria Colt começaram a estudar melhorias que fossem possíveis de se aplicar ao AR-15, e aí, nasceu o M-16 A2, uma arma de cano mais pesado e resistente, troca do passo do raiamento do cano de 1:305 para 1:17, tornando mais adequada a o tipo de munição SS109 usada como padrão pela OTAN. A troca da telha por uma nova em material sintético mais resistente e ainda tinha disponível uma nova posição no seletor de tiro: a de raja curta de 3 tiros.
Tudo sobre armas de fogo
Acima e Abaixo temos o atual modelo de M-16, na versão A-4. Esta arma sese tornou muito eficaz com a adoção dos divresos trilhos espalhados pela parte de cima e pela telha, permitindo a montagem rápida de acessórios. Qualidade, normalmente, encontrada em armas de projeto mais recentes.
Tudo sobre armas de fogo
Atualmente, esta arma é fabricada por muitas empresas que adquiriram o direito de produção e que através de novas melhorias, teve novas versões, como o M-16 A3 que trabalha totalmente em automático ou em semi auto, usando das mesmas qualidades e resistência da versão A2 e ainda tinha a alça de transporte substituida por uma removivel; a nova versão M-16 A4, que voltou a ter a disponibilidade da posição de rajadas curtas de 3 tiros, e ainda teve montado um trilho tipo picatinny, que permite o uso de miras ópticas, que podem ser instaladas sem necessidade de um armeiro. Esses trilhos picatinny, estão presentes na telha também para permitir o acoplamento de lanternas, miras laser, câmeras e lança granada.
Tudo sobre armas de fogo
Acima: Aqui temos um exemplar do fuzil M-16 A1 com lança granadas M203. Este modelo foi o que se tornou padrão para o M-16 com esse acessório.
Tudo sobre armas de fogo
Acima, podemos ver um M-16 A4 com o lança granadas M203. Notem a mudança no desenho da telha, para permitir a montagem de acessórios, além do lança granadas.
Falando em lança granada, é interessante notar que o modelo M-16 A1, equipado com um lançador de granada M-203 e 40 mm se tornou muito popular depois da apresentação do filme “PREDADOR”, Onde o ator Arnold Schwarzenegger, usa uma dessas armas. O lança granada M-203, permite uma grande melhoria no potencial de letalidade do infante com um dispositivo mais leve que um lança rojão, ou bazooca como prefere alguns, integrado à sua arma principal, flexibilizando o seu uso. Muitos exércitos atuais, acabaram por adotar de lança granada os seus fuzis, depois que essa modificação foi demonstrada como eficaz pelo uso pioneiro no exército dos Estados Unidos.
Tudo sobre armas de fogo
Acima, o fuzil Colt Commando, que foi o primeiro modelo de AR-15 curto e entrar em serviço. Observem o grande quebra chamas na ponta do cano.
Posteriormente ao início operacional do M-16, o exército dos Estados Unidos, requisitou que fosse desenvolvida uma versão menor do M-16, para o uso nas suas forças de operações especiais , como os Boinas Verdes, e essa versão curta foi chamada de XM-177, e designada no US ARMY como CAR-15 ou “Commando”. Essa versão possuía um cano de 10 polegadas e um grande quebra chamas na ponta pois essa arma apresentava enormes labaredas quando atirava. O Colt Commando foi muito popular por causa de sua levesa e facilidade de transporte. Era uma arma usada por operadores de rádio que necessitavam de um rifle mais leve, e por oficiais.
Tudo sobre armas de fogo
Acima: O modelo inicial da carabina M-4, era diferente que o usado nos dias de hoje tendo sua alça de transporte fixa, sendo que os exemplares de hoje apresentam uma alça removivel..
Abaixo os 2 exemplares do modelo M-4 A3 SOPMOD, atualmete em uso pelas forças especiais dos estados Unidos. A carabina de baixo, tem um sistema de miras laser e uma microcamera instalada na pequena armação lateral na telha, que serve para o soldado praticar o que chamamos de tiro indireto, onde o soldado se esconde em algum obstaculo como uma quina de um prédio, por exemplo, e expõe apenas a arma, que com a camera montada, permite ao soldado visualisar, mirar e atirar certeiramente, se expor mais que sua própria mão.
Tudo sobre armas de fogo
Tudo sobre armas de fogo
Abaixo, uma carabina M-4 A3 com seu lança granadas M203. Também é muito comum o uso deste modelo pelas tropas em ação em combates urbanos no Iraque e afeganistão.
Tudo sobre armas de fogo
Em 1985 o US Marine Corp ou corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos encomendou uma versão do fuzil M-16 A2 que fosse menor, e para isso o Colt Commando foi usado como base, embora seu cano devesse ser maior que a do Colt commando, tendo, assim o comprimento de 14 polegadas e meia. Essa nova versão se chama M-4 e é extremante comum nas forças americanas, em combate no Afeganistão e no Iraque. Embora o M-4 seja chamado de carabina, ele, ainda possui a posição de tiro em rajada. Hoje a versão mais moderna em produção é a M-4 A3, que possui seletor de tiro com rajadas curtas de 3 tiros, e alça de transporte removível.
A evolução do AR-15 nesses 44 anos de existência melhorou muito, a confiabilidade e eficiência desta arma, sendo que as novas versões são armas modulares com fácil montagem de acessórios e com boa precisão.
Para o futuro existe uma tendência de se adotar um novo calibre para o fuzil das forças armadas americanas. Depois de 4 décadas, alguns conceitos mudaram no campo de batalha e o calibre 5,56 mm, tem levantado críticas pelos soldados americanos que tem tido dificuldades de derrubar os guerrilheiros iraquianos e afegãos, com apenas um tiro no tórax, sendo que muitas vezes, quando o inimigo se encontra longe,o soldado americano tem tido que atirar uma segunda vez para “parar” a ação do inimigo. O calibre mais provável a ser incorporado, é o 6,8 mm SPC (Special Purpose Cartridge), que tem o mesmo comprimento do 5,56, porém é pouco mais largo. Esse calibre já foi testado em combate no Afeganistão e o resultado foi considerado muito bom pelos soldados. Recentemente foi trocado o projétil SS-109, que era padrão OTAN, por um com maior peso, algo em torno de 70 grains, o que mostrou uma melhora na letalidade, porém esse assunto se encontra em aberto, e nenhuma decisão foi tomada ainda.
Tudo sobre armas de fogo
Acima: Nessa foto dois exemplares do modelo M468, versão do AR-15 em calibre 6,8 mm SPC, fabricado pela Barrett, conhecida por fabricar grandes rifles em calibre 50, como os M-82 que já foco de matéria deste blog.
FICHA TÉCNICA
COLT AR-15 A2
Tipo: Fuzil semi-automático

Miras: Regulagem lateral na alça a 4 posições fixas de massa e alça para regulagem em elevação.
Peso: 3.2 Kg (vazio) 3.6 Kg (carregado) .
Sistema de operação: A gás com ferrolho rotativo
Calibre: 5,56 X 45 mm (223 Remington)
Comprimento Total: 1 m
Comprimento do Cano: 20 polegadas .
Velocidade na Boca do Cano: 908 m/seg.
Abaixo: Uma recruta do exército dos EUA com seu M-16 A-2.Tudo sobre armas de fogo
COLT M-4 A-3
Tipo: Fuzil automático.
Miras: Regulagem lateral na alça a 4 posições fixas de massa e alça para regulagem em elevação.
Peso: 3.0 Kg (vazio) 3.52 Kg (carregado)Sistema de operação: A gás com ferrolho rotativo.
Calibre: 5,56 X 45 mm (223 Remington)
Comprimento Total: 88.3 cm com a coronha aberta, e 79 cm com a coronha fechada
Comprimento do Cano: 16 polegadas .
Velocidade na Boca do Cano: 830 m/seg.

cadencia de tiro: 950 tiros/min
Abaixo, um soldado em treino com sua M-4 A1.
Tudo sobre armas de fogo
Abaixo, um M-4 A1 com lança granada e mira optica. Nesse exemplar foi montado uma extensão do trilho picatinny, que se extende até acima da telha.
Tudo sobre armas de fogo
Tudo sobre armas de fogo
Acima: Um “feliz” cidadão com seu M-4 A-3 com lança granadas.

SERÁ QUE INTERESSA TER UM DETECTOR DE ARMAS INSTALADO NAS VIAS PRINCIPAIS ROTAS DE TRANSPORTES DE ARMAS/ QUEM SERIA O MAIOR INTERESSADO? O POVO? POR QUE NÃO COLOCAM?

Aparelhos federais para detectar armas e drogas se deterioram em galpão da PRF


RIO - O presidente Lula disse nesta quarta-feira, durante visita à Vila Olímpica da Mangueira, que é difícil combater a violência. Essa tarefa, no entanto, poderia ser mais fácil se os órgãos de segurança do Rio pudessem contar com as 55 esteiras de raios X e os quatro portais com scanners gigantes que estão se deteriorando há mais de dois anos, encaixotados num galpão na sede da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Via Dutra, em Irajá. Os equipamentos de última geração - capazes de detectar armas e drogas em caminhões, ônibus e carros nas estradas - foram comprados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por cerca de R$ 90 milhões, para serem usados durante o Pan de 2007. O Ministério da Justiça reagiu com surpresa e indignação diante da denúncia, e o secretário-executivo da pasta, Luiz Paulo Barreto, ordenou a abertura de sindicância para apurar responsabilidades.
No galpão, que alaga quando chove, as esteiras (avaliadas em R$ 1,2 milhão cada) e os pórticos (cerca de R$ 6 milhões a unidade) ainda estão dentro de caixas e cobertos por plásticos. Além desses esquipamentos - que têm similares já usados pela Receita Federal -, material de primeiros socorros também apodrece numa ambulância no depósito da PRF.
De acordo com agentes da Polícia Rodoviária, um portal de raios X ou uma esteira numa blitz poderiam revelar se caminhões, ônibus e outros veículos estão transportando drogas e armas, mesmo que camufladas. Essas operações, segundo eles, poderiam ser montadas na BR-101, na BR-040 (Rio-Juiz de Fora) ou na Via Dutra. A sensibilidade dos equipamentos permite detectar metais e substâncias orgânicas. A diferença entre os aparelhos é que, no caso do portal, o veículo passa por ele; já a esteira é para verificação de bagagem. Fonte:http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/10/28/aparelhos-federais-para-detectar-armas-drogas-se-deterioram-em-galpao-da-prf-914410829.asp Publicado em 28 do 10 de 2009.























ROTAS DAS ARMAS

Crime organizado

As rotas da violência

Como armas e munições chegam às mãos de bandidos brasileiros

Bruno Abbud
Fuzis apreendidos.
Os contrabandistas desmontam as armas e enfiam as peças em bexigas de borracha, depois de besuntá-las com pó de café e graxa – truques utilizados para despistar os focinhos dos pastores alemães da PRF
Em 26 de novembro passado, uma sexta-feira, um tiro de fuzil calibre 7.62 varou as costas, rasgou os intestinos, perfurou o pâncreas e atravessou o abdômen de Rogério Cavalcante, 34, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. O rombo provocado pela saída da bala não pôde ser costurado pelos médicos, por falta de pele. Seis meses antes, no shopping Cidade Jardim, em São Paulo, assaltantes invadiram a joalheria Tiffany & Co e levaram 1,5 milhão de reais em jóias com a ajuda de pistolas 9 milímetros, escopetas calibre 12 e submetralhadoras. Há 32 dias, modelos idênticos foram utilizados por dez homens encapuzados para invadir a única agência do Banco do Brasil em Boninal, cidade de 13 mil habitantes a 513 quilômetros de Salvador, na Bahia. Os crimes aconteceram em horários diferentes, locais diferentes e de maneira diferente. Mas têm uma coisa em comum: as armas, todas elas comercializadas no mercado negro.
Finalizada em novembro de 2006, a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou o tráfico de armamentos em todo o território nacional baseada em dados fornecidos pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal concluiu que 66% do material bélico contrabandeado para o Brasil vem do Paraguai. “O principal corredor de armas é o Paraguai, não há dúvidas”, diz o deputado Paulo Pimenta, do PT do Rio Grande do Sul, que foi relator da CPI. De cada 100 armas em posse de criminosos brasileiros, 29 foram roubadas dentro do país (a maioria de funcionários de empresas de segurança) e 71 chegaram por contrabando, informa uma pesquisa da RCI First Security and Intelligence Advising, empresa de Segurança Privada sediada em Nova York, especializada em análise e gestão de risco, responsável pela construção da maioria dos 120 bunkers que existem hoje no Brasil. Dessas, 5% desembarcam por mar, vindas de outros continentes, 8% vêm da Bolívia, 17% do Suriname e a maioria absoluta, 68%, do Paraguai. Com 6,3 milhões de habitantes, o país, que em 1870 perdeu a guerra para a aliança formada entre Brasil, Uruguai e Argentina, agora importa uma quantidade de armas suficiente para equipar todos os integrantes da população.
Sem violar qualquer lei, 19 empresas paraguaias importam pistolas Glock da Áustria, fuzis AK-47 da Rússia, AR-15 dos Estados Unidos e metralhadoras genéricas da China – que têm coronha de plástico e com frequência apresentam defeitos funcionais que aborrecem os traficantes cariocas. De cada 100 armas que o Paraguai compra, 81 são importadas legalmente, revela a pesquisa. Devidamente embalado e registrado em notas fiscais, esse armamento chega em contêineres pelo porto de Paranaguá, no Paraná, conhecido por especialistas em segurança como o “porto do Paraguai”. Dali, o carregamento segue por estradas federais brasileiras até o Paraguai e é entregue às importadoras. O engenheiro Ricardo Chilelli, especialista em inteligência privada e diretor-presidente da RCI First, revela que, assim como os chineses monopolizam o contrabando de produtos piratas, os russos controlam o contrabando de armas no continente. “Isso faz com que as estatísticas de exportação se invertam”, conta. Só 17% das exportações de armas feitas pelo Paraguai acontecem dentro da lei. A imensa maioria, 83%, é fruto do contrabando.
Mas a máfia russa não comanda tudo sozinha, alerta o jurista Walter Maierovitch, ex-secretário Nacional Antidrogas no governo Fernando Henrique Cardoso. Especialista em criminalidade transnacional, Maierovitch informa que “as máfias russa, italiana, turca, e até facções brasileiras atuam em conjunto no tráfico de drogas e armas na América do Sul”. Embora criminosos estrangeiros dominem o vaivém de material bélico no continente, quem se arrisca nas travessias para o lado brasileiro nada têm de europeu. Nessa etapa, existem dois tipos de contrabandistas: aqueles que são encarregados apenas de cruzar a fronteira e os que, além disso, levam o carregamento até as principais capitais do país.
Na fronteira da paranaense Foz do Iguaçu com a paraguaia Ciudad Del Este, por exemplo, esses traficantes são brasileiros que costumam caminhar normalmente pelas ruas, vestem roupas amarfanhadas, usam óculos de grau e falam o tempo todo sobre os míseros 800 reais que ganhariam, em média, caso optassem por empregos regulares. Para garantir o salário maior, entram no Paraguai em busca de armas, mantêm fornecedores fixos e especializam-se no transporte dos produtos para o lado brasileiro. “Armas e drogas atravessam o Rio Paraná em canoas a remo e, na parte alta, em lanchas motorizadas”, informa o promotor Rude Burkle, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Foz do Iguaçu. Em solo brasileiro, outros contrabandistas cuidam da entrega das encomendas que, na maior parte das vezes, têm como destino São Paulo.
Tudo chega por terra. Ricardo Schneider, inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Foz do Iguaçu, conta que, antes de alcançar a capital, os contrabandistas desmontam as armas e enfiam as peças em bexigas de borracha (daquelas que enfeitam festas de criança) depois de besuntá-las com pó de café e graxa – truques utilizados para despistar os focinhos dos pastores alemães da PRF e os policiais de faro apurado. Também camuflam as armas em caminhões de abacaxi (por causa do cheiro forte), em carregamentos de carvão (que são enormes e dificultam a revista) e em cargas de peixe: se as portas do freezer ambulante forem abertas, os peixes correm o risco de apodrecer. Caso não encontrem vestígios de armas ou drogas, os policiais podem ter de pagar indenizações ao peixeiro ou multa se contaminarem o carregamento.
“Em automóveis, os esconderijos variam bastante”, adverte Schneider. “No Uno Mille, por exemplo, é comum esconder armas num fundo falso no porta-malas”. Em carros de outras marcas, enfiam as peças no tanque de gasolina para disfarçar o cheiro. Frequentemente serram a lataria, ocultam os armamentos, soldam o ferro e refazem a pintura – como fizeram há alguns meses dois paraguaios em um Mercedes Classe A na BR-277, presos perto de Cascavel, no Paraná. A dupla dizia que estava no Brasil para jogar golfe. Foram flagrados com um rifle Barret ponto 50, próprio para atravessar blindagens.
Olheiros a serviço de traficantes passam o dia monitorando postos policiais instalados nas estradas que ligam São Paulo ao Paraguai. “Como os policiais rodoviários andam todos fardados, é fácil identificar quantos têm no posto e quantos estão na rua”, adverte Schneider. Os criminosos localizam as viaturas e informam os comparsas por celular. Também telefonam para os postos para comunicar falsos acidentes. “É preciso acabar com a porosidade na fronteira”, diz Schneider. A porosidade é ainda maior em Mato Grosso do Sul. “Só dois homens da polícia militar circulam no lado brasileiro da fronteira de Coronel Sapucaia com Capitán Bado”, conta Ricardo Rotunno, promotor de Justiça de Amambai e ex-coordenador do Gaeco em Mato Grosso do Sul. “Lá não há delegados, agentes da Polícia Federal nem da Receita Federal”.

Algumas vezes, traficantes e contrabandistas denunciam suas próprias cargas em trânsito nas estradas brasileiras, conta Ricardo Chilelli. São carregamentos com drogas misturadas com produtos químicos e armas de pouca relevância para os bandidos. “Eles desviam a atenção da polícia”, diz o especialista. “Enquanto apreendem uma tonelada de maconha, por exemplo, um carregamento de 200 toneladas passa despercebido”. Aparentemente exagerados, os números são endossados pelo volume de armamentos apreendidos nos últimos anos pela PRF. Entre 2003 e 2010, 11.035 armas e 768.929 munições foram capturadas. Durante os primeiros 12 dias de ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, em novembro de 2010, no Rio de Janeiro, 518 armas foram apreendidas – entre elas 140 fuzis. O relatório de conclusão da CPI que investigou o tráfico de material bélico no Brasil informa que há 17 milhões de armas de fogo em circulação no país ─ 4 milhões em poder de criminosos.
As rotas do contrabando de armas são idênticas às do tráfico de drogas. “As propinas pagas por criminosos a policiais fazem com que os caminhos e os personagens sejam os mesmos”, diz Chilelli. A corrupção endêmica permite que um fuzil AK-47 seja alugado em São Paulo por diárias que variam de 500 a 800 reais. Na capital paulista, cinco quadrilhas fornecem o serviço de aluguel das chamadas “armas longas”. Um Fuzil Automático Leve (FAL) calibre 7.62 pode ser comprado por cerca de 45.000 reais – três vezes o preço negociado na fronteira com o Paraguai e com outros países da América do Sul (como mostra o Infográfico).
No Rio de Janeiro, o deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, presidirá a CPI que, aberta em 14 de março, vai tentar descobrir como armas e munições chegam às mãos dos traficantes cariocas. Segundo Freixo, as investigações não devem se restringir aos problemas na fronteira com países vizinhos. “Há indícios de corrupção nas polícias e falta sincronia entre o Exército e as forças locais”, observa o deputado. Daqui a cinco meses a CPI deve ser concluída. E uma série de propostas será feita às autoridades. Em 2006, a CPI do Tráfico de Armas resultou “num conjunto de recomendações ao Poder Executivo e de projetos de lei”, diz o deputado e ex-relator Paulo Pimenta. “Todos os projetos estão em tramitação”. Concretamente, o pacote de propostas foi responsável pela criação de uma delegacia especializada em tráfico de armas e munições na Polícia Federal e pelo Projeto Especializado em Policiamento de Fronteira, o chamado Pefron – um tipo de policiamento específico que até agora existe em 11 cidades. É pouco se levarmos em consideração a dimensão do contrabando de armas que, nas mãos de criminosos, matam, causam sequelas irreversíveis e agridem a população com prejuízos incontáveis.http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/as-rotas-da-violencia

Infográfico armas


































DE ONDE VEM AS ARMAS DO CRIME?


29% ROUBOS OU FURTOS
71% CONTRABANDO
DESTES 71%, 68% PARAGUAI, 17% VEM DO SURINAME, 8% VEM DA BOLÍVIA, 5%  CHEGAM POR MAR DE OUTROS CONTINENTES E 2% OUTROS PAÍSES.

PARAGUAI

 IMPORTAÇÃO DE ARMAS

81% LEGALMENTE E 19% CONTRABANDO

EXPORTAÇÃO DE ARMAS
17% LEGALMENTE
83% CONTRABANDO




SERÁ UMA BOA IDEIA CHIPAR AS ARMAS? QUEM, QUAL O LADO BOM? E LADO RUIM?
SE DISCUTIRAM EXAUSTIVAMENTE OU FOI UMA IDEIA MERAMENTE POLÍTICA?



05/09/2011 - 10h43

Projeto de lei torna obrigatória a inclusão de chips em armas de fogo

Da Agência Câma

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 997/11, do deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), que torna obrigatória a colocação de circuitos eletrônicos integrados (chips) nas armas de fogo fabricadas no Brasil.s conterão informações sobre a arma, como número de série, e sobre o comprador. Dessa forma, poderá ser rastreada no futuro. Se o projeto for aprovado, as indústrias terão um ano de prazo para adotar essa tecnologia.“Diante da tragédia ocorrida no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, onde uma pessoa desequilibrada invadiu uma escola, matou 12 crianças e deixou vários feridos, a sociedade passa a questionar a facilidade com a qual o assassino adquiriu a arma de fogo”, afirmou o deputado.
Para ele, a proposta vai contribuir para um controle mais avançado sobre a localização de armas de fogo roubadas, furtadas ou desviadas.Ainda segundo o autor, a medida vai evitar os atuais problemas de identificação de armas adquiridas legalmente que tiveram os dados de identificação riscados. A proposta altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03)
Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/09/05/projeto-de-lei-torna-obrigatoria-a-inclusao-de-chips-em-armas-de-fogo.jhtm



Policiais  também se tornam vítimas das ARMAS.

Novos confrontos entre traficantes e PMs deixam três mortos no Rio; vítimas somam 29

Novos confrontos entre traficantes e PMs deixam três mortos no Rio; vítimas somam 29





  • Traficantes atiram contra PMs em operação no subúrbio do Rio









  • Nova resolução da ONU pede fim de violência na Síria









  • Aulas são suspensas após ameaça de traficantes em Vila Velha, ES









  • Cruz e placar da violência no RJ são fixados na Praia de Copacabana









  • Operação contra o crack prendeu 128 traficantes no DF, diz secretário






  • Três homens morreram na noite de ontem e na madrugada desta quarta-feira durante confrontos entre traficantes e policiais militares no morro do Juramento, na zona norte do Rio. Com os novos dados, sobe para 29 o numero de mortos em decorrência dos confrontos desde o último sábado -- sendo três moradores e três policiais militares.
    Os novos tiroteios causaram pânico na população durante a madrugada. Apesar disso, a assessoria da PM informou que, por volta das 7h30 de hoje, o movimento era tranquilo, inclusive no morro do Juramento e no morro da Fogueteiro - onde um homem morreu ontem. Os policiais militares continuavam nas favelas em busca dos traficantes envolvidos nos ataques criminosos do último fim de semana.
    Ontem, a polícia encontrou ainda o corpo de um homem em um carrinho de supermercado na rua Luiz Barbosa, um dos acessos ao morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte.
    Os confrontos na zona norte do Rio começaram na madrugada de sábado. Em disputa pelos pontos de venda de drogas, traficantes do morro São João e aliados invadiram o morro dos Macacos, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos).
    Operações
    A PM informou que irá manter por tempo indeterminado as operações em morros da região norte da cidade. As operações policiais têm como objetivo prender os traficantes envolvidos nos ataques criminosos do último fim de semana. Um dos principais procurados é o traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33, que atua no complexo de favelas do Alemão (zona norte).
    O Disque-Denúncia chegou a oferecer R$ 2.000 para quem desse informações sobre seu paradeiro. Segundo a PM, ele chefia o tráfico de drogas da favela Vila Cruzeiro (zona norte.
    A polícia procura ainda Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que pode estar envolvido com a invasão. Ele fugiu recentemente da prisão, ao conseguir a progressão do regime fechado para o aberto.
    Fonte: Folha Online
    Postado por: Felipe Pinheiro


    POLICIAIS E AS ARMAS
    TRAFICANTES EXIBEM SUAS ARMAS, QUE IRÃO FAZER SUAS VITIMAS POLICIAS, PESSOAS SEM ENVOLVIMENTO COMO TAMBÉM OS PRÓPRIOS TRAFICANTES.

    Pablo Jacob




    Bandidos provocam polícia e exibem armas no morro do Alemão


    Athos Moura
    Tamanho do texto A A A
    Pablo Jacob
    Pablo Jacob



    Os bandidos estão dando demostração de poder de fogo no Alemão. Enquanto a Polícia Civil e Federal ocupam os acessos ao Complexo, com cerca de 20 homens em cada, bandidos exibem suas armas. Alguns ainda usam toca ninja e roupa camuflada.
    Pablo Jacob
    Um dos acessos à Grota, ao lado da Vila Olímpica Carlos Castilho e da Unidade de Saúde da Familia, é possível ver do asfalto pelo menos quatro pontos onde os bandidos estão apontando armas para os policiais. Eles gritam, provocam e circulam pelas vielas, alternado as posições.
    Pablo Jacob
    Cada vez que o helicóptero da Polícia Civil sobrevoa, bandidos que estão mais para o interior da favela disparam contra os policiais.
    Mais cedo, traficantes ainda fizeram moradores descerem e subirem pela rua Rodrigo Y. A. Roig para vigiarem os policiais.


    Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/bandidos-provocam-policia-exibem-armas-no-morro-do-alemao-383384.html#ixzz1eG2r3o00



    VITIMAS DAS ARMAS NO RIO DE JANEIRO.



    MULHERES DO TRAFICO CONQUISTADAS PELO PODER DAS ARMAS



    SERÁ QUE EXISTE UMA SOLUÇÃO VERDADEIRA, E QUE NÃO SEJA UMA 
    POLITICAGEM ONDE QUE VERDADEIROS POLICIAIS SÃO POR MUITAS VEZES 
    UTILIZADOS PARA MANOBRAS POLÍTICAS OU IMPOSSIBILITADOS DE EXERCER 
    SUAS FUNÇÕES POR DETERMINAÇÕES SUPERIORES.

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário